José Valdir Pereira
 
 
 
José Valdir Pereira
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  6   -  Mural de recados

 


Pedro Albino de Aguiar   -  08-02-2016
Meus sinceros parabéns pelo Site, prezado acadêmico José Valdir Pereira!
 


Adaides Batista   -  12-12-2015
Eis aqui o morto chegado a bom porto
Eis aqui o morto como um rei deposto
Eis aqui o morto com seu terno curto
Eis aqui o morto com seu corpo duro
Eis aqui o morto enfim no seguro
II De barba feita, cabelo penteado jamais esteve tão bem arrumado
De camisa nova, gravata borboleta parece até que vai para uma festa
No rosto calmo, um leve sorriso nem parece aquele mais-morto-que-vivo
Imóvel e rijo assim como o vês parece que nunca esteve tão feliz
III Morava no Méier desde menino Seu grande sonho era tocar violino
Fez o curso primário numa escola pública quanto ao secundário resta muita dúvida
Aos treze anos já estava empregado num escritório da rua do Senado
Quando o pai morreu criou os irmãos Sempre foi um homem de bom coração
Começou contínuo e acabou funcionário Sempre eficiente e cumpridor do horário
Gostou de Nezinha, de cabelos longos, que um dia sumiu com um tal de Raimundo
Gostou de Esmeralda uma de olhos pretos Ela nunca soube desse amor secreto
Endoidou de fato por Laura Marlene que dormiu com todos menos com ele
Casou com Luísa, que morava longe, não tinha olhos pretos nem cabelos longos
Apesar de tudo, foi bom pai de família sua casa tinha uma boa mobília
Conversava pouco mas foi bom marido Comprou televisão e um rádio transístor
Não foi carinhoso com a mulher e a filha mas deixou para elas um seguro de vida
Morreu de repente ao chegar em casa ainda com o terno puído que usava
Não saiu notícia em jornal algum Foi apenas a morte de um homem comum
E porque ninguém noticiou o fato Fazemos aqui este breve relato
IV Não foi nada de mais, claro, o que aconteceu: apenas um homem, igual aos outros, que morreu
Que nos importa agora se quando menino O seu grande sonho foi tocar violino?
Que nos importa agora quando o vamos enterrar se ele não teve sequer tempo de namorar?
Que nos importa agora quando tudo está findo se um dia ele achou que o mar estava lindo?
Que nos importa agora se algum dia ele quis Conhecer Nova York, Londres ou Paris?
Que nos importa agora se na mente confusa ele às vezes pensava que a vida era injusta?
Agora está completo, já nada lhe falta: nem Paris nem Londres nem os olhos de Esmeralda
V Mas é preciso dizer que ele foi como um fio d’água que não chegou a ser rio
Refletiu no seu curso o laranjal dourado sem que nada desse ouro lhe fosse dado
Refletiu na sua pele o céu azul de outubro e as esplendentes ruínas do crepúsculo
E agora, quando se vai perder no mar imenso, tudo isso, nele, virou rigidez e silêncio:
toda palavra dita, toda palavra ouvida todo riso adiado ou esperança escondida
toda fúria guardada, todo gesto detido o orgulho humilhado, o carinho contido
o violino sonhado, as nuvens, a espuma das nebulosas, a bomba nuclear agora nele são coisa alguma
VI Mas no fim do relato é preciso dizer que esse morto não teve tempo de viver
Na verdade vendeu-se, não como Fausto, ao Cão: vendeu sua vida aos seus irmãos
Na verdade vendeu-a, não como Fausto, a prazo: vendeu-a à vista, ou melhor, deu-a adiantado
Na verdade vendeu-a, não como Fausto, caro: vendeu-a barato e, mais, não lhe pagaram
VII Enfim este é o morto agora homem completo: só carne e esqueleto
Enfim este é o morto totalmente presente: unha, cabelo, dente
Enfim este é o morto: um anônimo brasileiro do Rio de Janeiro de quem nesta oportunidade damos notícia à cidade.
 


JOÃO DO ROZARIO LIMA   -  08-09-2015
Olá, bom dia, meu nome é JOÃO DO ROZARIO LIMA, sou escritor autor do livro "CONTOS E FÁBULAS DA AMAZÔNIA" e SALVEM O NOSSO PLANETA " Gostaria muito de ter informações ou seja fazer parte dessa Academia é claro se for possível.
 


João Vianey   -  20-07-2015
VALE A PENA LER DE NOVO

Esta crônica foi postada neste site, por João Vianney, em 08 -10 -2007

Amigo Valdir, Vou contar o motivo do meu silêncio. Esses dias, lendo e relendo os artigos publicados no seu site, vi que o Menezes e o João Paulo estão dando um baile nos nossos maiores historiadores de Rondônia; por sua vez, você e o Dada escrevendo poesias maravilhosas. Aí, fiquei meio acabrunhado, e pensei: êpa, o que é que eu estou fazendo aqui...Vou é pular fora desse barco. Mas, nesta sexta-feira passada, ao chegar no bar do Joaquim (Bananinha ou suíço), na abunã, fui questionado pelos meus amigos da polícia, que estavam me cobrando os causos da nossa classe. Então, não resisti e vou teimar em escrever alguns. Começo com o seguinte causo: "No início da década de 80, chegava em nossa cidade o Delegado de Policia Bel. Francisco Matos de Oliveira, oriundo da delegacia do município de Cacoal, para assumir a terceira delegacia de polícia, aonde, na época, eu estava lotado, juntamente com o Natan, Cristian, Banda, Clemildo, Erasmo, Iran Belo, joão Carvalho, Leite, Osny, Duarte, Ricardo Justiniano, Acássio, Nilson Santos, Salvador Santos e o saudoso Rivoredo, entre outros, que não me recordo. Na segunda feira, ao assumir o plantão, fui informado que teria que pedir para um policial ir apanhar o delegado que estava hospedado no hotel Vitória, localizado nas proximidades da brigada. Falei para o Natan que pegou a viatura e saiu. Só que o mesmo, ao invés de ir direto apanhar o Dr. Matos, foi ainda no mercadinho do km 1, fazer umas comprinhas para o almoço, em seguida deixar em casa, que a Toinha estava esperando, e aí, caro Valdir, o Natan chegou no hotel somente às 09:00 horas, e o Dr.Matos, brabo, com a cara fechada (o apelido do mesmo na policia, era Chico Onça, calcula a fera). O Natan, que tem resposta para tudo, foi logo dizendo: doutor a delegacia é longe, o senhor está pensando que está em Cacoal? E para provar o que estava dizendo, fez o seguinte: saindo do hotel, o Natan pegou a rua Presidente Dutra, até chegar na Av. Costa e Silva, chegando na Av. Jorge Teixeira, o mesmo retornou até a Av. Carlos Gomes, indo em direção do centro e fazendo o retorno na Av. 7 de Setembro, até chegar na delegacia, que fica localizada na Av. Amazonas, com Salgado Filho. Foi quando o Dr Matos disse: é longe mesmo. Mas, na hora do almoço, quando o sr. João André foi deixar o Dr. Matos no hotel, o mesmo descobriu tudo, e, imediatamente, mandou chamar o Natan, que ao ser questionado, disse: Doutor, eu só estava querendo mostrar nossa cidade para o senhor...O delegado Matos não agüentou e começou a rir. Que tal, é mole?
 


jose valdir   -  29-05-2015

Entrar no meu mundo é aprender a olhar, de forma diferente, as verdades, os segredos, a feiura, a beleza, a nobreza e a pobreza da vida...
(José Valdir Pereira)
 


Dada Batista   -  05-04-2015
Mano Valdir, Vamos acreditar profundamente que ressuscitaremos nesse domingo¿ Domingo, dia 05 de abril de 2015. Ou será que estaremos sempre mortos¿ Calcificados, engessados, cristalizados, sem condições de obedecer a ordem da voz divina ao barro: És Vida! Tenho profundas desconfianças compadre... Essa vida é vida ou a vida será a outra¿ A outra existe ou é essa daqui terrena que pede uma escolha¿ Existe escolha ou essa daqui ( a vida) é um baralho traçado¿ Que tem que ser obedecido conforme é mandado¿ Compadre: Tou certo ou tou errado¿ Feliz Páscoa compadre! E pra minha afilhada Rebeca muito querida! ( A Irene manda um beijo e uma abraço pra Rebeca e diz que nem sabe mais mandar presente ...por não saber dos gostos: é criança, é adolescente etc...) Dadá e Irene ama vocês. Feliz Páscoa!!
 


Dada Batista   -  02-04-2015


Muito boa Pàscoa compadre e para minha afilhada Rabeca e sua irmã querida na mesma instensidade.
Saudade compadre!
 


jose valdir pereira   -  07-03-2015
O MENINO QUE ADORAVA LER...

"...E lia tudo, até as palavras que não via, as letras que se escondiam no outro lado do verbete; versos dos anjos, as letrinhas no papel; no escuro, ou à luz de vela, lá estava o menino a ler...E lia tudo: o assobiar do vento, a brancura branquinha das nuvens, o cabelo da espiga de milho no milharal da primavera, o coaxar das untanhas, o voar das andorinhas, o sorriso do gato, a chuva fina que lhe molhava os pensamentos, a flor que perfumava seus desejos, o caminho que caminhava, a vida que levava e os livros que às mãos lhe chegavam...não era triste, esse menino, mas, sim, alegre como o quê; lá ia o menino que lia tudo, até a beleza do esplendor do céu, que parecia ter letras no papel...até o amor que sentia, a beleza que a vida lhe parecia, a chegada da primavera, a despedida do inverno sem chuva e o fim feliz de um amor que deu certo...era alegre o menino que adorava ler...Era uma vez um menino que adorava ler..."
(jose valdir pereira)
 


VIRIATO MOURA   -  10-08-2014


DEFINIÇÃO


Há pessoas que são tão substantivas que adjetivá-las as descaracteriza. Para defini-las, basta seu próprio nome.
Viriato Moura
 


jose valdir   -  09-08-2014


O Senhor me deixa alegre com Suas ações, não sabe o quanto enalteço Seus feitos!
(Salmo 91)


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