Jose Valdir Pereira
 
 
 
José Valdir Pereira
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01/02/2018 - VIDA E OBRA DO ESCRITOR E POETA JOSE VALDIR PEREIR

José Valdir Pereira, escritor e poeta, nasceu José Valdir Augusto Leite Pereira. Com este nome era conhecido, até certo tempo.  Depois, no tempo de ginásio, passou a ser conhecido, porque assim se assinava José Valdir Leite. Só no final do ginásio, no Ginásio Dom Bosco, em Porto Velho – Rondônia, soube, quando teve a secretaria do colégio de preencher seu certificado de colação de grau, que seu nome no registro estava assentado José Valdir Pereira.
 
José Valdir Pereira nasceu em uma pequena cidade do cariri, Várzea Alegre, no sitio Coqueiro, pertencente aos seus pais. Ali viveu até os quatro anos de idade, quando foi morar na cidade com sua avó Maria Joana Leite, tia da sua mãe, irmã do seu avó, o comerciante José Augusto Leite, por causa dos estudos.  Sua mãe, visionária, entendeu que já era hora do menino ir pra cidade aprender o beabá.
 
Aos seis anos, muito pequeno, mas já com alguns anos de roça (seu pai o levava pra roça desde que aprendeu a andar), deixou sua terra natal na companhia dos seus pais, que resolveram morar na Amazônia, na cidade de Porto Velho, à época capital do Território Federal de Rondônia. Oh terra longe. Foram mais de trinta dias para se chegar ao lugar. Era na década de 1960. Tudo difícil, longe e só mesmo os fortes (Euclides da Cunha) resistiam.
 
Ali, residia seu tio Augusto Leite, irmão de sua mãe, proprietário de dois seringais intitulados Minas Novas e Bom Jesus, a maior força propulsora da economia da região e do Brasil, na extração do Látex e outros produtos da Amazônia, bem aceitos no mercado da economia mundial, principalmente americana e européia. Ao chegar a Porto Velho, depois de alguns e longos dias, seus pais foram levados para o seringal, e na bagagem, muita esperança, fé e cinco filhos, um dos quais ali foi rtagado pela força hostil e selvagem da região. Uma viagem bucólica, extraordinária, Uma aventura. Uma família acostumada com a seca e outras intempéries da região nordestina, de repente, dentro da selva. De Porto Velho até o distrito de Abunã, uma viagem de trem, na velha estrada de ferro Madeira-Mamoré, como nenhuma outra igual, apesar da aventura que a família tivera durante a viagem que a trouxe de Várzea Alegre, saindo de sua terra natal de ônibus, para, depois de alguns dias em Fortaleza, tomarem um navio transatlântico direto para a cidade de Belém, tendo ali ficado por alguns dias, até que aparecesse vaga em um dos navios que cortavam os rios Amazônicos até a cidade de Porto Velho. De repente, depois de alguns dias vendo só o céu e o mar, de Fortaleza a belem, dentro de um navio que singrava o Atlãntico, lá estava a família no navio Lauro Sodré, rumo à Porto Velho, passando pela cidade de Manaus.
 
Depois de Abunã, servido pelo transporte mais marcante da região, o trem, a família embarcou em um dos batelões, principal meio de transporte entre os rios pequenos, em direção ao seringal, gostosa e selvagem viagem, de três dias e três noites. No cenário da selva, muitos macacos, cobras, onças, aves, cantos de belezas mil, chuva e sol, cheiro da mata e da relva silvestre, silêncio nas noites frias, luar encantador e muita farinha, sardinha e conserva em lata e jabá. Almoço, janta e merenda. Na Amazônia só morrem de fome os bestas.
Não havia como não se assustar. Mergulhados nesse misto de espanto e alegria, realidade e fantasia, mundo grande invadindo a mente de uma família que era acostumada com coisas simples e pequenas... A Amazônia, de repente, toda grande e selvagem, transbordava nos seus olhos, enchia de medo e de contentamento, seu coração e sua alma...
(continua)
 


 

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